segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Pensamento de cão

De tal medo de passar por uma porta,
Ficaste lá como cão, a espera da migalha do pão.
Enquanto a vida passa, veja bem, pense:
Era apenas um passo.

domingo, 3 de novembro de 2013

Um pouco mais

Quero mais um pouco.
Um pouco mais.
As coincidencias banais.
Aquela paz que traz.
A timidez singela.
Que despe e se esvai.
Desarma.
Acalma.
E alma pede mais um pouco.
Um pouco mais.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Clara

eu deixo aqui um tanto em vc
o pouco que tenho de mim
acendo velas em sua escuridao
te guio em som, te dou a mao

esquecerei que não há mais
os beijos seus pra me ganhar
o nosso mundo de abraços sem fim
tens sempre que quiser

amanhã nós seremos mais
que uma linda história pra contar
amanhã nós seremos mais
muito mais que uma história pra contar

Irmão

Espero o seu sorriso sempre em vão
Pois vejo tanta mágoa, sem perdão

Você cresceu demais
Perdeu sua razão
O que vale sempre mais é o coração

Pensas que estás com a razão
Falando por aí que nada sei

Apenas sou um cara
Tentando acertar
O sonho, a vida que escolhi pra mim

Mas nunca se esqueça, meu irmão, 
A distância não será a nossa dor

Mesmo que tempo
Passe sem parar
Estarei sempre aqui a te ajudar

Uma pequena intuição

Vou esperar
Rever olhar
A pequena intuição
Que embalou a canção no coração

Vou esperar
Imaginar
A tal trilha
A palavra em nossa ilha particular

Vou esperar
Embriagar
Em tons que vão e vem
Frases feitas sem explicações

Vou esperar
E Conquistar
O teu mundo num segundo
E te mostrar o caminho para o céu


Há tanto a respirar 
Há tanto sol e mar
Enquanto somos um, somos mais
Há pouco a pensar
E muito a sentir
Enquanto somos um, somos mais.

Reino

E ficaste um reino de ti aqui
Sinto-me bem em ser mais você
Do que aquilo que fui antes

Pena as vezes derramar lágrimas
Por ter errado o passado
E acertado o caminho tão tarde

Mas bom é sorrir de carona do teu sorriso
Que aprendi a roubar

Mas bom é voar o mundo nas tuas asas
Que aprendi a gostar

domingo, 6 de outubro de 2013

Tanto faz, tanto fez.

É que pra você tanto faz.
O que pra mim tanto fez.
Hoje sou o que fiz de mim.
E tu és o que não fez.

É que a vida é o segundo.
Aquele que perderas um dia.
Pensando no que poderia ser.
No lugar de ser o que pensas.



Talvez seja

Talvez seja pelo olhar.
Fitando os olhos no fundo com precisão.
Talvez seja pelo beijo.
Este que nunca tivera fim.

Talvez seja pelo medo.
De ficar um pouco mais.
Talvez seja pelo toque.
Um arrepio cego no caminho certo.

Talvez seja pelo gosto.
O oposto misturado e disposto.
Talvez seja pelo nada.
O que não se explica em tempo algum.

Mundo só meu e seu

Lembrei de um tempo
Que era preciso apenas uma varanda
Pra descobrir as noites mais lindas

Serenatas tão simples
História de cinema com pipoca
E muitas rosas roubadas

Pular sua janela
No meio da madrugada
Para lhe ensinar o amor

Aprendendo a ser Romeu
Num mundo só meu e seu


bial


Uma enorme coincidêcia me acompanhou no dia de hoje.
Estava eu aqui na minha vida enfiado nos estudos como de rotina e chega-me uma notícia, primeiramente, inofensiva e engraçada, mas que relaciona diretamente como o nosso papo flamejante nas dependências do Parada Obrigatória no dia de ontem.
Longe estamos em crucificar os "Bibiers", pois são muitos, e muito menos o Justin, um menino.
A principal questão é propor sempre uma grande reflexão a fundo no que designamos ARTE, principalmente em meu caso, MÚSICA.
O assunto é de tamanha extensão e exige um suor cerebral, já que fomos ao extremo de "Michael Bibier" e Justin JAckson" e chegamos a mistura Bibier-JAkson-Neymar-Giga.
Hora quanta filosofia e tempo de paciência a esperar aquele tal Forchito das 18h? Sinceramente não sei qual parte é mais difícil.
Mas, retornando ao tema inusitado, o show business e a arte nem sempre correm juntos abraçados amorosamente.
Temos de nos dobrar sim a capacidade desses astros em arrastarem multidões, em deixar pessoas em êxtase e serem grandes ilusionistas da arte.
Não menos deixar de aplaudir a luta, o esforço, a dedicação e a doação de uma vida em prol de grandes objetivos, sejam eles quais forem.
Assim como a história me contada, por você mesmo, Leonardo H., de nosso guti-guti Bibier, que desde de pequeno já assopra talento em tudo que põe a mão e mesmo recebendo milhões de "não", passando diversas situações difíceis e vindo de berço de palha, chegou onde chegou.
O respeito resume uma boa maneira em olhar as pessoas, sejam elas artistas ou não.
Não é papel de ninguém impor gostos ou ideologias e gostos e ideologias não dão direitos a classificações como "menos" ou mais", "melhores" ou piores".
É, nesse intuito que procuro seguir um caminho e lhe incluo claramente, apesar de amigo ainda de pouca data, já guardo uma admiração por sua pessoa.
Peço gentilmente apenas, com todo carinho, que em uma hora de folga qualquer, de repente ao fundo ouvindo o beat alucinante bibieriano, quem sabe comendo um Giga Lanches, leia a notícia de modo simples.
Não leve tão a sério, apenas a relfexão.

"Eus"

Não estou só.
Tenho a mim e meus outros "eus".
Eu queria ter um outro coração.
Apenas pra deixa-lo apaixonar.
Depois de grandes amores,
Continuo ingenuamente me entregando.
E que assim sempre seja,
Enquanto tenho muitos "eus",
Mas apenas um coração.


Respeito


Que o respeito sincero a qualquer ser humano seja sempre maior do que qualquer discussão das meras escolhas de cada um.
Respeito vem do olhar profundo e humilde, sem rótulos.
A alma não tem cor e nem lugar.
O respeito vai além da pseudo-aceitação imposta pelo mundo.
O respeito vai além da cordialidade.
E, primeiramente, respeite-se.

Amor de jovem guarda

Oh meu amor
Você não voltou
Será que esqueceu
O tanto de amor
Que eu te dei

E te fiz sorrir
Não adiantou
Você encontrou outro amor
Quem sabe lá
O que vou fazer

Você não sabe o que eu chorei
Tantas noites sem dormir
Pra nunca mais
Saber de ti
Não mais
Saber de ti

Índio


As flores nascem no jardim
Onde mora o amor
Onde mora a paz

Um coração cheio de mim
Livre, leve, a cor
É seu e de ninguem mais

Vem ver vida ao meu lado
Por todo o infinito
Pelos caminhos mais bonitos

Vem ver o sol nascer aqui
Me deixa te fazer dormir a noite inteira

Em cada passo
Em cada gesto
Um novo recomeço

E a cada dia
Por um simples beijo seu
O Meu amor fica mais bonito

Só, em par com a solidão
Me dê a mão,
Me tire desse lugar profundo

Não, não me traga essa paixão
Seus beijão em vão
Se perderam por aí

Só, em paz com a solidão
Não quero perdão
Na vida que escolhi pra mim





Às vezes nunca é sempre

Às vezes dói, mas não é escuridão.
Às vezes queima, mas não é o fim.
Ás vezes cega, mas a luz não se apaga.
Às vezes cansa, mas o ar não acaba.
Às vezes nunca é sempre.

Confunde-se em utopia.

"...Desejo que se complete em seu coração. E se perca amanhã. E se complete sempre. ..."
A falar de ti meus olhos sempre brilham.
Meu ponto de vista é apenas um: que és especial.
E mesmo que meus planos falhem e eu me canse, morrerei a tentar entrar em seu coração.
Confunde-se em utopia.
Confunde-se em loucura.
Confunde-se em confusão.
E a simplicidade as vezes corre longe.
E não me canso a correr atrás.

Vida é muito mais

Onde um dia a dor era sofrer por um amor.
Agora a angústia de sofrer por nada.
Ser membro insignificante.
Tanto cresce como padece.
Equilibro pobre e metódico.
Um estado de inércia da alma.
Cambalear entre um sim e um não.
O movimento por si só não é vida.
Vida é muito mais.
E quem vive, sofre.

domingo, 25 de agosto de 2013

Tanto.

Tanto ar, tanto mar.
Janelas fechadas
Que o sol não atravessa.

Tanta paz, tanto céu.
Caminhos sinuosos
Nunca levarão em lugar algum.

Em tempo de dúvida
Paro na fantasia de um livro.
E apenas espero o sono chegar.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Tristeza

Uma tristeza qualquer
Dessas que anda por aí
Nos dá a mão por um pequeno tempo
Mas não suporta a luz, nem movimento.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Desassombro

Deixo ali e aqui em você
Um pouco que tenho de mim
Acendo velas em sua escuridão
Te guio em som, te dou a mão

Nosso mundo encharcado de abraços
Que tens sempre que quiser
Desejo o seu sorriso, mesmo que torto,
E sabedoria para ver o quanto brilhas

A não ser pelo beijo
Pois de pensar no encontro
Das nossas duas partes
É certo que voarei

Esquecerei que não há mais
E terás o risco de me olhar outra vez
Onde caminhos que sempre dão voltas
E numa delas pode escorregar em mim.

domingo, 11 de agosto de 2013

um pedaço de um longo verso

Essa não exatidão de um passo após outro
Traz a impressão que sou um homem solto
A não ser o dia que fico preso a um tormento
E salvo-me em saber que, assim como os passos, 
O dia termina, vem um e após outro.

domingo, 4 de agosto de 2013

Ande em paz, amigo

Já quisemos ser eternos
Um vento calmo e infinito
Já contamos os segundos
Sem perceber que estão passando

A vida que sonhamos
É o futuro sonolento
Histórias mal passadas
Um verdadeiro desengano

A contar que pouco sabemos
Dos mistérios desse plano
Teorias incompletas
Sobre pensamentos insanos

Há um lugar quem sabe
Para ferver as nossas lágrimas
Destilar as nossas dores
E evaporar no tempo o nosso amor.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Eu era mais quando amava

Eu era mais quando amava
Me esparrava em teus braços
E em teus beijos sonhava

Quando meus olhos acordavam

E de cara com os seus
Levemente apenas sorriam

Eu era mais quando amava

O nosso beijo entrelaçava
Milhares de sabores

O caminhar do vento

Explodia o tempo
E nos perdíamos no espaço

Eu era mais quando amava

De todos os sons
Só o sílêncio importava

O passado, apenas passava

E foi assim, passando...
Deixando-me só com as palavras

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Vulcão

Eu não sei quem és
E nem sei o que faz aqui ainda
Transformou aquela solidão
Em coisa que não sei

A lembrança que era esperança
Agora lembra mais a distorção
Um vulcão que descomanda
Furioso em fogo ardente

Pode destruir a linda paisagem
Mas também abrir caminhos 
Com fé e sem permissão
Marca passo onde passa

Amanhã é o que nunca chega
E, ontem , é o que acaba
As vezes me tenho hoje
E em mim é o que sempre continua

sábado, 29 de junho de 2013

Tenho a chama pelo inusitado
Caminho mal traçado
Improvisado no momento

O meu enredo é curto
A minha sede é grande
Não há nó tão cego
Que aguenta o fogo

Despende a mesma força
Para abrir ou fechar uma porta
Na verdade, no meio do caminho, 
O que consome é o medo

E é no meio do caminho
Que um arco e flecha
Passa-se a chamar: 
Instante!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

instante em madrugada

Estou a par de tudo que sinto
Sou elo do chão e céu que imagino
Ando em paralelo com o meu sonho
Faminto pelas surpresas do caminho

Pisando em fogo nem percebo
Abro os olhos somente a frente
Interessa apenas o enredo
A mente a todo tempo quente


A vida é sempre um estalo
Uma simples trovoada
Deixo a chuva molhar
E o sol queimar até o último vento bater.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Amor de jovem guarda

Quando você
Andar por aí
E se distrair
E acabar lembrando

Daquela canção
Que fiz pra você
Num dia de chuva
Pra te ver sorrir

E vai se lembrar
Quem sabe
Do nosso amor
Que não acabou

E vai escrever
Uma carta amor
Dizendo que sempre quis voltar

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Um quase de amor

E tu foste uma grande paixão
Um quase de amor
Detalhes apenas de nome
E tu foste solidão e imensidão
Por tempo a busca
Desse romântico andarilho
Que atirou diversas flechas
E, por azar ou sorte,
Nenhuma a cortar-lhe a alma.
E tu foste minha loucura
Em ver caminhos em teus olhos escuros
Despertando a sede sempre
De encontrar a paz nos braços seus.
E tu foste minha alegria e riso
Na leveza do seu desatento rumo
Nos goles das noites bem vividas
E tu foste o fogo
Queimaduras tão doces em pouca luz
Perderia versos em lembrar
Assim, como perdi-me tanto
No teu corpo que nunca teve fim.
E foste vida, histórias, lembranças,
Incontável gratidão em ter sido seu,
Por um momento que seja
Graciosamente desenhado em minha alma
Está o teu rosto
No lugar onde estão as melhores partes do meu mundo.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Segundas-feiras

E foste uma segunda-feira como essa.
Não me lembro se chovia.
Ou do frio que fazia.
Apenas do atrevimento mais uma vez.
De, no fim, ser de novo eu mesmo.
"Um salto mortal... de iniciante".
Desaguando numa história imensa.
Filme da minha vida real.
O melhor de tudo é que fica uma saudade.
E, se foi bom demais, é porque valeu.
E, se doeu demais, é porque valeu.
Importante é lembrar-me em sorriso.
Leveza.
Guardar o que foi bom traz paz e esperança.
E, é isso que interessa. E que me move.
Tantas segundas-feiras virão.
Mas não como aquela. Não como esta.
Mas especiais como todas.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Obrigado#2

Eu corro dessa estrada pra esquecer do que se foi.
O teu sorriso amargo é um quadro negro que eu apaguei.
É preciso dar a cara, dar um tapa, dois ou três.
Pra enxergar a incerteza do futuro que você não quis.

E não me venha, não, com a sua indecisão
Dizendo que esse mundo é cão
Eu só vim pra te dizer
Que aqui você não tem mais vez

E não me venha, não, com sua insensatez, 
Amor de filme burguês
Eu só vim pra te dizer
Que aqui você não tem mais vez

Suas palavras suspirando a sutileza de um choro inglês
Eu quero um salto, frio na barriga, whisky escocês
Explodir minha vontade infinita de te ver além
Do abstrato mais intenso que nem sei se posso entender

E não me venha, não, com a sua indecisão
Dizendo que esse mundo é cão
Eu só vim pra te dizer
Que aqui você não tem mais vez

E não me venha, não, com sua insensatez, 
Amor de filme burguês
Eu só vim pra te dizer
Que aqui você não tem mais vez

terça-feira, 21 de maio de 2013

O teu veneno

Nos teus braços fui objeto e não gente.
Seu veneno inconsequente
Ainda corre em minhas veias quentes
Mas só por enquanto

Pois vou espremer minhas lágrimas
Até secarem os olhos
Que seja dor apenas por instante
Num passo adiante eu te deixo pra trás

Esse teu jeito carente
É o teu mal
Agora prefiro até o sal
Ao teu beijo ardente

segunda-feira, 6 de maio de 2013

E quando sou o quanto de mim?

E estava eu a querer saber demais.
No mundo que orbita num simples segundo.
Esculpido em muito que sei.
Tingido em muito que não sei.

Visto que sou água. E sede.
Visto que sou fogo.  E frio.
Visto que sou irmão. E inimigo.
Visto que sou começo. E fim.

Onde hoje, logo será amanhã.
E importante, um dia foi ontem.
Onde lágrima, logo será riso.
E distante, um dia será passado.

Visto que sou raiva. E calma.
Visto que sou pó. E eterno.
Visto que sou homem. E animal.
Visto que sou mar. E montanha.

Onde coragem nasce do medo.

E imaginar que é a vida é sonho.
Onde sonho é mera ilusão.
E imaginar que este pode ser meu último suspiro.

Visto que sou alvo. E arma.

Visto que sou mistério. E tédio.
Visto que sou todos. E ninguém.
Visto que sou alma. E carne.

Onde tudo depende de quanto. Quando. Onde.
E hora sou uma coisa e, de repente, coisa nenhuma.
Onde para ser livre, tem de estar preso.
E para entender a felicidade, tem de ser triste.





domingo, 5 de maio de 2013

Pouco de Minas

E, então, as lembranças caem desse céu de milhões de estrelas das Minas Gerais.
A saudade vem no fim da última canção.
O sonho vem do olhar para essa imensidão que tenho agora.
Queria era saltar, sobretudo, nunca mais voltar.
E sonhar pelo olhar de outra imensidão.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Insônia

A insônia covarde dilacera os meus desejos mais profundos.
A minha boca em tua nuca.
As minhas mãos desvendando seu corpo com cuidado...devagar.
A minha pele na sua. Calor.
A chave. Entro por inteiro.
O teu suspiro é o único som que interessa.
Desperta. Borbulha. Transborda.
O meu instinto ainda é o teu fundo.
Fitar os teus olhos e mostrar-lhe que perdeu o controle.
Um beijo forte e sua última gota de força se esvai.
Suor. Entrega.
Te enlaço sem nenhuma chance de escapar.
Isso tudo de caso pensado.
Um pouco mais.
Apenas pra te ver bem de perto no momento mais denso.
Intenso. Seu corpo treme, quase sangra.
Te prendo até o fim. E um começo.
E cair em teu abraço, em teu cansaço calmo.
Te olhar mais uma vez. Plena.
Espero.
Aprecio e agradeço.
E selo com um pequeno beijo.
Longo e carinhoso.
Mas esqueço e lembro que a solidão da minha cama só me deixa em lembranças.
Contos. Histórias.
E um pensamento em você.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Lembrar e Esquecer

Eu não sei o que fazer.
Com o vício de lembrar.
Quanto tenho que esquecer.

O desperdício em pensar.
Que o sol quando nascer.
E a história pode mudar.

Simplesmente esconder.
Irá ironizar o meu ser.
Então, o que fazer?

Acho que tenho que matar.
Esquartejar, jogar ao mar.
O quanto tenho que chorar.

Assim, permanecer e nascer.
Um brilho no olhar.
E acabar por nem lembrar de esquecer.

Caminho

Tenho andado tão só.
Andante, interessado apenas no caminho.
Redemoinho embaralhado.
Juntando pedaços e desfazendo laços.

Tenho andado cansado.
Ofegante, interessado apenas no presente.
Ouro reluzente.
Entendendo fatos e fantasmas da mente.

Tenho andado calado.
Concentrado, interessado apenas no silêncio.
Grito eloquente.
Cantarolando verdades e desejos intensos.

Tenho andado apressado.
Sonhando, interessado em tudo que sinto.
Brilho nos olhos.
Amando as flores e o cheiro das manhãs.
 

domingo, 28 de abril de 2013

Irriquieto

Uma pena foi ainda notar a mesquinharia que compõe alguns seres "humanos".
Continuando sempre sendo muito forte, do tipo "o grande",  para ter sempre alguém a chamar de fraco. Assim, tendo o seu orgasmo estelar, viceralmente eufórico no seu momento de pódio, tentando sucatear os degraus que enxergas abaixo dos seus, numa ilusão sem fim de não ter o que mostrar e apenas o que falar.
Pois falar alivia a alma do clássico idiota. Ignorante é pensar que tens uma faca na boca e imaginar que estás ferindo um oponente num campo de batalha, vendo a bandeira hitleriana balançar aos céus.
Quero dizer-lhe que cuspo em sua fala hilariante e me esbaldo na força que me surge quando escuto a melodia maldosa de um ser que não tem o que mostrar.
É bom saber que incomodo. A vida de quem vive incomoda. É assim que funciona.
Quero neste momento poetizar-te um lindo foda-se e um agradecimento especial a tua inquietude besta em me dar o que preciso: inspiração.


Solidão

E o que fazer na solidão.
Um remédio para o tédio.
O relógio para o óbvio.
Imensidão na contramão.

O cansaço que lampeja.
Não descansa o coração.
A intensa mágica, a ilusão.
De um novo dia de alegria.

Abrir os olhos num sermão.
O pensamento num alto som.
Alastrando pelas horas.
Na eternidade de estar só.




terça-feira, 23 de abril de 2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Um café em Dubai


Estaciono num condomínio de luxo
E nem percebo a nobreza
Apenas sinto o coração na boca
Por ver o esvoaçar dos teus cabelos

Um lugar que nem me lembro o nome
Mas que não esqueço do olhar
Nomes estranhos no cardápio
E um sabor doce em respirar

O mesmo conto no tempo novo
Gargalhadas sinceras de costume
Que espantam o frio e o relógio
Lembrar as lembranças de um futuro

Celebrar o sonho e as histórias
Um simples momento de paz
E de um café de canela em Dubai
Descobri que a riqueza é ter amor

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Café Amargo



Quero sentir o suor escorrendo
Correndo sem rumo, sem parrar
Quero sentir a melodia brilhar
Tocando o coração, lacrimejar

Uma simples conversa
Palavras trocadas, truncadas
Pensamentos voando
Em cenas de filme italiano

Era dizer que estava
E a vontade de ir assombrava
O corpo tremia
E o coração disparava

Há poucas horas de um futuro
Buscando aquele doce passado
Brotando cores entre as dores
De uma cidade morta e sombria

A alma, as vezes, engana
Esconde a trama, faz drama
Apenas para lhe provar
A hora certa de enxergar

E se o destino mandou ser
Nunca irá importar
Cavalgar milhões de milhas
Pelo gosto de um café amargo

domingo, 7 de abril de 2013

O Andarilho


Larga desses panos velhos desbotados
Sapato triste debochado
Que já cansou de caminhar

Larga esse terno velho amassado
Larga o sofrimento enterrado
Aquela história que passou

Larga essa saudade que te apovora
Tanta mágoa que devora 
A alegria de viver 

Larga essa vista embaraçada
Peito aberto na estrada
Temos muito o que viver

Quantas vezes um homem chora
Quantas vezes eu vou ter que ir embora
Só pra não ver vc sorrir

Quantas vezes a gente igonra
Quantas vezes essa demora
Desse tempo de não ver você partir

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Caminho único


Tenha calma mais uma vez
As luzes ainda te esperam
Ninguém irá sujar o tapete vermelho
Enquanto teus pés não estiverem prontos

Tenha cuidado mais uma vez
A vida ainda te espera
O que é seu está guardado
E sempre que quiser poderá buscar

Tenha paciência mais uma vez
A vagareza faz tudo ficar mais bonito
E temos muito tempo a contemplar
Aquilo tudo que faz nosso coração bater

Tenha fé mais uma vez
Acordar é sempre uma nova chance
Uma página em branco a ser escrita
Imagine, desenhe e pinte suas cores

Tenha força mais uma vez e sempre
Começar e recomeçar quantas vezes preciso
O seu suor seja o seu escudo para tudo
A vida só tem um caminho... o futuro.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Meus amores sempre longe


Canta em meu peito
Um som triste e calmo
Sobre saudade eterna
Inverno e esperança

Histórias de amor
Sonhos, encantos
Lembranças tantas
Andanças francas

Nesse caminho tão estreito
A coragem não se esconde
Meu peito está aberto
Mas meus amores estão longe

Esbarrando na dor


Hoje eu vi a dor
Um dejavu implacável
De como se fosse ontem
O dia em que se apresentou

Num pequeno tombo
Fui lembrado que ela ronda
Aguarda seu devaneio
Enlaça com espinhos

Não me deixei chorar
Mas era peso demais
Pra levar até cama
Deixei parte escoar

Um dia triste e pálido
Como derrota sangrenta
Mas a luta é por todo dia
Sangue, suor e rebeldia



Tenha fé e vá a pé se for preciso 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Baú


Desimporta a maneira e a vestimenta.
Desapegue do medo e de suas angústias.
A bagagem valorosa traga dentro do peito.
E o futuro se desenhará no brilho dos teus olhos.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Trecho da mesa de bar


O respeito resume uma boa maneira em olhar as pessoas, sejam elas artistas ou não.
Não é papel de ninguém impor gostos ou ideologias e gostos e ideologias não dão direitos a classificações como "menos" ou mais", "melhores" ou piores".
É, nesse intuito que procuro seguir um caminho, que somente os meus pés podem realmente sentir a leveza ou a dor de tantos passos.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Nem mesmo o tempo pára.

A vida tão diferente.
A coragem a flor da pele.
No meio disso tudo, 
Um tempo de luto.
De uma outra morte em vida.
Um tipo de saudade.

Daquelas que tiram lágrimas.
Um tipo de coisa que não se faz esperar.
Transborda queimando o pensamento.
Meu coração não pára.
O tempo não pára.
Eu só queria te matar dentro de mim.

E seguir tranquilo.
Mais rápido que o medo.
De não resistir quando você voltar.


terça-feira, 19 de março de 2013

Distante

Eu peço. Permaneço.
Insisto. Imploro.
Penso. Repenso.
Choro. Despenco.
Nada faz você sumir do pensamento.

Grito. Silencio.
Subo. Cavo buraco.
Volto. Continuo.
Salto na imensidão.
Nada faz você sumir do coração.

Corro. Desvio.
Mudo. Refaço.
Eu rezo. Blasfemo.
Eu minto. Sinto.
Meu instinto é ser você e eu. 





Lente

Apanha o repelente.
Para espantar essa gente que mente.
Indecente é esse crente.
Que fala da gente como se fosse indigente.
A gente é que não mente.
Fala a verdade realmente.
Dói na alma, dói na mente.
E por mais que você tente.
Pastor, padre ou político indecente.
Em vez de rezar ou comprar terno de bacana.
Vai ajudar a quem trabalha no sol quente.
Esse que olha pro céu calmamente.
Somente agradece fielmente a seu dispor.
E enche o teu bolso desse ouro reluzente.

Quem é você?


Quem é você?
Que aparece assim tão de repente.
Tão demente, serpente.
Amanhã...será diferente.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Detento

Num pequeno simples compasso,
Em poucas palavras ditas e ouvidas, 
Num instante e no barulho da chuva, 
Na canção que eu tento escrever.

Nessa imensidão escura do céu,
Em aparições desse medo tímido,
Na constante intervenção da coragem,
Numa melodia simples sem pretensão.

Eu penso em teu abraço,
Aquele que não acaba,
Continuo detento dessa ilusão,
Eternamente preso a esta canção.

domingo, 17 de março de 2013

De olhos fechados.

A rosa nasce. Tu não notas. Ela morre.
A chuva cai. Tu não sentes. Ela evapora
O sol se põe. Tu não viste. Ele dorme.
A amor se esconde. Tu não procuras. Ele some.



quarta-feira, 6 de março de 2013

Um minuto e sonhos.

Um minuto e sonhos

Correr para algum lugar
Andar pelos cantos da lagoa
Dormir ao vento calmo
Balançar no compasso de um samba

Morrer a beira de um sonho
Dormir no ponto de partida
Chorar na piada de um palhaço
Sofrer no ato da vitória

Como nadar um oceano de tristezas
Como respirar o ar sujo e asfixiante do medo
Como enxergar com os olhos lacrimejando
Como amar se ao menos pulsa o coração

Não tenho nada além de um minuto e sonhos
Não vejo nada além do hoje, aqui e agora

Aqueles olhos escuros

Esses teus olhos tão escuros.
Profundezas sem fim de mistério.
Eu fui tão fundo nesse abismo.
Que não me resta força pra voltar.

O teu cabelo negro.
Ainda busco em cada sombra.
Em cada esquina me engano.
Um devaneio constante do desejo.

E aquele cheiro instigante.
Que sei a hora exata.
De ouvir o teu suspiro.
Por um pouco mais...um pouco mais.

E acalmar em teu abraço.
Lembrar do teu sorriso torto.
E apenas poder sonhar.
Com o futuro que passou.

terça-feira, 5 de março de 2013

Outro "quê" de novos dias


E deixo livre os pensamentos e todas as coisas.
O que se faz verdadeiro, insiste por si só e sempre volta.
Há tanto no mundo.
O que é seu talvez seja muito mais simples que imaginas.
E, como diz outro por aí:
"Se lhe faltar a paz...Minas Gerais."

Um "quê" de novos dias


Fique em teu silêncio.
Seu aconchego.
Terás o som doce das respostas.
A vida é sabedoria e não pressa.
Procure intensidade e não quantidade.
E os sonhos, esses sim, respeite-os muito.
Serão sempre o caminho da felicidade.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Uns dias pensando

Eu tento ir depois do seu sorriso.
Buscar sempre a tua profundeza.
E não importa que isso leve um pequeno giro a mais no meu relógio.

Eu tento afundar neste teu olhar.
Entrar la no fundo do que quer dizer.
E não importa que a verdade surja esbofeteando a minha cara.

Eu tento entrar no teu corpo.
No ponto mais denso do prazer.
E nao importa que o meu corpo fiquei colado inseparável no seu.

Eu tento muito mais chegar ao teu amor.
Andar de pé junto num caminho apertado.
E não me importa o tempo, e sim, os passos.

Contos da Lua

A Lua é infinitamente inspiradora.
No céu escuro, quando tende a ser cheia.
Esvazia a beleza em sua volta.

Naturalmente, como deve de ser.

Imposível olhar uma estrela ao lado da lua.
O olhar fica cravado nela.
O coração dispara no sentimento mais profundo.

Pensamentos, estes vão a milhares.

A Lua parece ser a encarnação da lembrança.
Talvez o espírito do céu.
Que guarda as histórias, sonhos, memórias...

Um dia queria ir a Lua.
Quem sabe de lá eu vejo aqui de outra maneira.
Quem sabe eu me vejo.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Tanto Faz, Tanto Fez.



Sentado naquela montanha,
Lembrando daquele tempo.
Amigo, sempre sereno.
Saudar o momento.

É como enxergar o infinito
De um oceano bonito, suave,
Que acalma minha alma perdida.

Vem meu amor,
Vem por favor,
A vida é tão curta demais.

Vem meu amor,
Vem por favor,
A vida é tão simples demais.

Pensamento livre
E o coracao aberto
A vida muda a gente.
E a gente muda a vida.

Caminhar por aí
Sem saber o que vem.
tanto faz, tanto fez
Mais um dia vai nascer.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Imperfeito


A lua quase cheia e meu corpo quase vazio.
Espero o sono quase imperfeito.
Ou um sonho quase perfeito.
De um dia um beijo meu ser o beijo seu.
E seria quase perfeito.
A não ser por ser um sonho... imperfeito.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Menino

Havia um menino.
Cansado do riso.
Jogando bola.
Gastando a sola.

Havia um menino.
Cansado do choro.
Batendo papo no morro.
Esperando o tempo.

Havia um menino.
Entre tantos meninos.
Brilhos nos olhos.
Nao se cansa do sonho.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Eu.

Hoje gostei de mim.
Ora, por que nao?
Humildemente.

Simplesmente gostei de mim mesmo.

Eu ouvi um pouco mais do meu silencio apenas.
Uai, parei pra contemplar o caminho.
Os tracos que rabisquei uns dias atras.

Eu toquei o sabor daquelas emocoes guardadas.
Por motivo nenhum, so por diversao.
Um sorriso timido sozinho no espelho.

Ahhhh, deixe-me eu e eu mesmo.
Ora, por que nao?
Simplesmente.

Meu momento de rir comigo mesmo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Um travesseiro...

Um pequeno travesseiro, por mais simples e aconchegante que pareça, pode te revelar as maiores verdades e, se relutante, pode te humilhar por uma longa madrugada...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

E então!


E não me venha com essa sua indecisão.
Dizendo que o mundo é cão.
É preciso apenas dar um passo.
Dar de cara.
Dar um tapa, dois ou três.
E tragar o porre da incerteza do futuro.

E não me venha com essa insensatez do egoísmo.
Dizendo em sutileza que estás em sofrimento.
É preciso dar um salto.
Sentir o frio na barriga.
Dar um gole, dois ou três.
Ver que a fada verde é doce como mel.

Venha me trazer o inesperado.
Dizendo que estás a sorrir por nada.
Que seus sonhos são agora.
Mal pode esperar algum segundo.
Tantos goles e tantos outros tapas te esperam.
E que tudo, será sempre o mínimo que está disposto a dar.

E quem sabe...


E quem sabe a lua poderá dizer,
Quando a chuva pára,
E quando o sol retorna.

E quem sabe o silêncio poderá explicar
Quando a lágrima seca,
E o sorriso aparece.

E quem sabe o vento poderá saber, 
Quando leva a tristeza,
E a devolve a alegria.

E quem sabe em algum momento iriei te dizer,
Quando você poderá partir,
E quando deverá voltar.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

2013

Eu sou um ser mistificado.
Dou graças a esse gênio que inventou o tal calendário.
Um sequência simples de números sem nenhum sentido, mas que mudam de tal forma os olhares, dá novos brilhos a vida brilhante.
Encarrega cada um a que tem direito de fazer o que quiser e, se hora cansa, tem a chance de renovar, começar. Beber um enorme gole da fonte e mandar ver de novo.
Faço questão de mistificar o fato sim. Pois quando aqueles ponteiros se encostam, a energia borbulha e eu faço todas as orações que necessito com a maior força que tenho e, de quando sempre, quero ficar perto do mar.
Não sei explicar, mas eu gosto do mar, ele me renova, me invoca.
Abro a alma e chego até a conversar com aquela imensidão.
E, dessa vez, eu precisei muito desse papo muito louco. Pois no Ano Novo do tal Gênio eu escolhi mesmo uma vida nova. Não me importa muito a ferramenta, importa a escolha, o sentimento, o momento.

Eu fui a uma festa na beira do mar, onde o mar era simplesmente o coadjuvante.
Fico feliz em lembrar que a minha “vibe” ainda é o nascer do sol...