segunda-feira, 28 de novembro de 2011

E eu já me cansei lembrar
Que é do sonho que eu vivo e alimento
O coração já me domina desde que vim pro mundo
E os caminhos que se rendam ao que decidi trilhar
Enquanto me trouxer o que conheço de felicidade
Eu vou aonde for pra te lembrar do gosto
Eu farei o que puder, enquanto for verdade
Da verdade eu viverei...
The Cream!


Uma lágrima do som que escorre em meus ouvidos
Trazendo o novo da notícia antiga
Ungindo no fundo da alma
Aquelas velhas melodias que me fazem o que sou hoje
É de longe que valeu a pena
Cair no pranto daquele som eterno
Em compania, do amigo, aluno e professor
Ter uma nova aula do mestre que regeu o caminho que segui
É imensa felicidade tamanha resgatada e rara
Obrigado ao dia que pude fechar os olhos
E viver milhares de dias em poucos minutos
Abrir outros muitos sentimentos que ali já estavam
Que eu possa resgatar a todo momento aquela pureza
O sonho do som e aquelas trincheiras da melodia
Ao inesquecível dia do encontro mais esperado de muitos tempos...


Eric Clapton - São Paulo - Morumbi - 12 de Outubro de 2011
http://www.youtube.com/watch?v=703SBmVqlW0

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Blues do abandono

Aqui dentro de mim
Só eu mesmo sei
O que mesmo não querendo ver
Do abandono que fiquei

Pois daquela noite trëmula
Guardei a dor se ser só
E a amargura sem dó
Do silëncio barulhento que somente eu posso ouvir

Esse é o blues do abandono
Tira sarro das lágrimas
E ri da minha cara

Esse é o blues do abandono, baby
Tira sarro do meu choro
E ri da minha desgraça

E dessa noite que cai
Como uma pedra milenar
Näo consigo ver o brilho de uma estrela
Apenas a escuridäo da minha sombra

Correndo como um lobo faminto
Procurando a minha alma por aí
Suando quente no frio que vem
Rugindo baixo para ninguém ouvir

Esse é o blues do abandono
Tira sarro das lágrimas
E ri da minha cara

Esse é o blues do abandono, baby
Tira sarro do meu choro
E ri da minha desgraça





sexta-feira, 8 de julho de 2011

ANA CAROLINA

E ainda lembro o que passou
Eu, você em qualquer lugar
Ovelha negra da luz dos olhos
Rosa. Divina e graciosa.

Tu que anda pelo mundo,
Tu que tanto já voou,
Por onde andei...
Quando você me procurava.

Pode abrir a janela, meu segundo Sol,
Noites com sol são mais belas.
Deságue em mim, ó, oceano
Me chama... Me chama...

O riso, a fé, a dor,
Em sua voz dolente, e que voz!!!
Exageradamente linda,
Mais que demais.

E Chega de saudade.
Não faça assim.
Volte, mariposa apaixonada de guadalupe,
vou ser seu amigo, lhe dar abrigo, se você quiser

Mas bem que se quis
Que meu bem querer
Fosse tão grande quanto azul do mar
Um amor, um lugar

E Há tempos, eu sei,
Que o tempo não pára,
E vai voando, contornando a imensa curva,
E eu quero ver quem paga

E no ar que eu respiro,
Agora só falta você
Nesse dia branco, se branco ele for,
Para fazer um relicário imenso desses versos

E isso é irônico... você não acha?
Você vive, você aprende,
Você ri, você aprende,
você escolhe, você aprende.

E continuar aquelas conversas
Gostar do seu All star,
Pois o tom das tuas músicas
É ver na vida motivo pra sonhar.




Homenagem a grande amiga,
voz inspiradora de todo sempre.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dum encanto simples...

Para um dia mais doce... basta simplificar.
Abrir a janela. Respirar.
Receber o sol. Espreguiçar.
Sorrir sem motivo. Trabalhar.
Correr sem rumo, sem pensar.
Perder a hora. Perder o tempo.
Ver amigos. Ser amigo.
Tomar um café. Descansar.
Contemplar a lua. Experimentar.
Para um dia mais doce, basta viver.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Onde está o caminho do futuro
Que a todo momento é desviado pelo passado
Ilude a mente nas felicidades acabadas
Entorta os olhares, desconcerta o pensamento

Luto como um guerreiro
Resistindo a uma luta que talvez não tenha fim
Somente mudanças e novas cores
E nela, tento ser leve como brisa

Quem dera eu ter respostas de outros pensamentos
Para poder pisar nos lugares mais loucos
Correr sem precedentes
Mas no fundo eu sei que farei isso, mesmo sem algum pouco desse dom

Seja o que lá for, venha,
Eu tenho medo, mas a coragem abraça a minha causa
Sou o que sou e vivo a história da minha peça
E dia após dia, sofro o sorriso de uma alegria triste.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Olhos

E quando os olhos se entrelaçam num segundo qualquer
A alma se contorse em alegria e em fúria
Segura o ímpeto do salto e se contraí

E aquele futuro escuro que não existe mais
Abre a porta de mundo novo, que pode até ser o mesmo,
Mas teria de ser diferente, ser intenso por uma vez, único

Num segundo qualquer que os olhos entrelaçaram
O coração, sem querer, dispara num batido forte descompassado
E pára, no mesmo momento, que o pensamento acorda

Seu sorriso, o quadro negro mais doce, 
A flor inalcançável do inverno mais seco
Onde não cabe mais o desenho calmo 
E significado inconstante, que parece traduzir em nada

Devaneios meus, mais uma vez
Em contemplar sua beleza incógnita
Seu mundo infinito
E o meu amor que não se acaba...

sábado, 16 de abril de 2011

um dia... um lugar...

As vezes penso tanto que chega a doer
Imaginando um momento que você vai sumir
Mesmo que duvide, meu amor é forte, até demais
Meus braços não conseguem esmagá-lo

As vezes penso tanto que chega a misturar
Aquele sonho grande e a realidade
Do abraço que já tive, do beijo que não tenho
Do cheiro que não sai, o sorriso doce que não vejo.

As vezes penso tanto que chego a chorar
Um pranto de saudade, hora de dor
Lágrimas frias que afogam o dia
Trazem a lembrança de um tempo que passou

As vezes penso tanto que me canso
O sofrimento que consome a alma
Que apodrece longe de ti
Apenas tentando manter a luz que um dia brilhou

As vezes penso tanto que até repenso
A pessoa que um dia fui e quem sou neste instante
SE hora os seus olhos se abrirem
Venha aqui me olhar bem de perto...

terça-feira, 5 de abril de 2011

joão de barro

Onde estiver
A Lua vai estar
Brilhando no céu
Refletindo no mar

A vida vai ser
Um toque de cetim
E, onde estiver, 
Você vai lembrar de mim

Pois o brilho dos meus olhos
São apenas um espelho
A lembrança de uma uma história
Que eu contei pra ti

Num beijo inacabado
Felicidade mal passada
Nos sorrisos e carinhos
Numa cama apertada

Não é sonho, não, 
É uma história entre eu e vc...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pequena Lembrança do dia

Há canções que ressucitam lembranças

Tocam o acorde da memória
Ouço sua voz numa outra bela voz
E um aperto no peito de saudade que dá dó até mesmo da saudade.

Não me importa nem um pouco
Pois quando a sua voz vem na lembrança
Logo meu sorriso aparece, um lágrima desce
Meu coração se abre

Quero sempre as canções que trazem, e não as que levam,
Venha sempre quando quiser
Mesmo em forma de outra bela voz
Estarei aqui a te ouvir... sempre.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

tempo do sempre

O tempo do sempre
É o instante exato do infinito
Onde até o tempo se perde
Misturando o tudo e o nada
O espaço de dentro que se sente
Canoniza uma lágrima, um suspiro,
E se prende a um simples olhar.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Máscara Melódica

Cantando eu choro uma saudade
De alguém que se esqueceu de mim
Continuo a chorar
Pois minha canção não tem fim

Cantando soletro palavras
Versos de amor e tristeza
Continuo a cantar
Venerando tua imensa beleza

Cantando sorrio um riso triste
Derramando lágrimas de paixão
Na verdade, cantando,
Escondo a dor do coração

Cantando sinto que a vida
Pulsa forte em meu peito
Às vezes, só mesmo cantando,
Recebo merecido respeito

Cantando canto o canto de um pássaro
Que canta ao léu no seu espaço
Quero envelhecer cantando
Até o último passo

A grande rua

Dia e noite
Sol e Lua
Passam-se os dias
Passam-se as chuvas

E a gente caminha
Sempre na mesma rua escura
Onde há um grande breu

Que nem mesmo eu, ou você,
Que caminhamos nesta rua,
Sabemos onde chegaremos

Mas sei que um dia
Teremos que enfrentar esta grande rua
E se tua carne estiver crua
As garras desta rua
Entrarão em teu peito

E, nele, deixarão as marcas do destino
Perderás a glória da vitória
E nada sobrará pra contar a sua história.

Nem por um oceano

 Por um longo oceano
 Sonhei em viajar
 Imaginei as rotas mais distantes
 E pensei caminhos tortuosos

Buscando a semente do riso
 Nem sei por onde começar
 Disseram-me para fechar os olhos
 E esperar a alma dar o passo

 Para descobrir em teu abraço
 O começo do sonho
 E ver o anjo risonho
 Debochar do meu sorriso

Pois a semente do riso
 Achei em teu toque e cheiro
 E em teu gosto,
 Encontrei outra semente

Que dispara o coração
 Enche os olhos de brilho
 E traz no beijo
 A euforia de ser completo

 E a paz...
 Que por longos oceanos sonhei em viajar
 Haveria de encontrar
 No pequeno mar do teu olhar