domingo, 23 de dezembro de 2012

enquanto


Eu acho que vou mudar o caminho
Pelo gosto da aventura
Pelo desgosto do momento.

Nessa encruzilhada que o medo está
Eu vou pegar o outro lado
O que ficar para trás, deixo o passado cuidar.

De nada importa quantas vezes serão
Onde estiver medo
Eu quero estar o mais longe possível

É, eu vou mudar o caminho
Enquanto o caminho não me muda.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

escravo


E hoje sou escravo.
Afogado no ontem.
Respirando o amargo calafrio.
Debatendo nas amarras da alma.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Bem de longe


Então dá jeito nesse pensamento.
Dá um nó nessa vontade.
Muda o caminho do meu coração.
Ou volte para um abraço que não tenha fim.

Ajuda qualquer coisa para ser diferente.
Traz o novo, o surpreendente.
Faz cair uma chuva de repente.
Ou volte e dá-me um beijo.

Inventa uma história de dormir.
Faz mandinga de desaparecer.
Faça isso tudo mudar pra sei lá o que.
Ou voe de volta e dá-me seu amor.

domingo, 28 de outubro de 2012

Ha tempos nao pensava na vida.
Na constante mudanca de uma estacao a outra.
O calor e o frio trazem sentimentos opostos.
Nao menos intensos, mas diferentes.
Interessante e' saber que historia esta apenas sempre comecando.

terça-feira, 25 de setembro de 2012


"Havia um tanto a dizer que num instante seria melhor esquecer.
Esse mundo novo ainda näo tem a mínima graca.
Sorte säo os sons remodelados e as cores dessa primavera que chega com a chuva.
O hoje é como enxergar um infinito de um oceano.
O azul é bonito, mas ainda näo diz nada.
O vento é suave, mas näo acalma.
Aquele longo sorriso se esconde no frio.
Mas a alma sabe que a vida segue. No fundo sabe.
Ela nunca é vítima do obscuro.
O amor virou estrela que brilha na imensidäo.
Dando rumo a vida embaralhada.
Havia um tanto a dizer, que num instante, havia nada mais."

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ouvindo sobre caminhos que trilhavam os nosso nomes
As curvam desafinaram, saíram de compasso
Vamos contar de novo, do início quem sabe

A musica quando é boa não se cansa
Acomoda-se nos ouvidos com calma
A melodia transcende pela mente e lá não sai mais

Vamos tentar de novo, mudar um acorde do meio
Reescrever a batida do final
Ralentando aquela parte bem suave do conjunto

Se não der, vamos fazer outra,
A levada mais pesada, acelerada, pra cima.
Acertar o ritmo e o improviso.

Vamos escrever de novo e novo
As palavras nunca se cansam
E a musica nunca tem fim...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Além da dor


Hoje eu fiz um pedido, quase beirando a loucura.
Pedi aos céus um sofrimento.
Daqueles bem fortes e azedo.
Que venha para despedaçar o meu mundo.
Sentimento que traga um choro por simples acordar.
Arda os olhos com a luz do sol.
E se perde na escuridão da noite.

Que faca girar a mente ao deitar.
Não pregar os olhos por dias.
Sentir o coração pedindo pra parar.
Tremer o dedo no gatilho.
Fazer armadilhas para os próprios pés.
Querer apenas a presença do nada.
Chorar sem fim.

Qualquer sofrimento que seja forte.
Não quero as migalhas da dor.
Mas ela por inteiro, a mágoa de mim mesmo.
Venha que o meu peito está negro.
Quero voar na emboscada dessa vida.
E cair, esborrachar-me da pior maneira.
Perder qualquer lembrança da minha feição.

A morte tem de estar distante.
Desfrutar mais tempo da tristeza.
Almoçar a agonia.
Correr no submundo das ilusões.
Suar sangue e ficar imundo.
Quero ser o pior ser que for necessário.
Amarrar-me ao fogo.

Sim, essa prece é sincera.
Mas peço somente mais uma coisa.
Aqui não cabe mais nada.
Então, tire essa dor que já está e despeje tudo isso.
Aceito de bom grado.
Pois sofrer de amor é injusto e pesado.
E não se compara a qualquer desejo aqui esboçado.

Retalhos


Retalhos

Acorda um novo dia
Aquela mesma cor do ontem
A noite mal dormida
Simples frangalhos desse corpo

Eu procuro uma arma
Para estourar os miolos da tristeza
Deixar em coma a agonia
Explodir o medo em mil pedaços

Morre um novo sonho
Precoce de poucos sorrisos
Escorre na escuridão profunda
E quem sabe deixa espaço

Devolva-me os pedaços
Pois não sobrou os olhos
Ajuda-me a costurar os retalhos
Montar as peças mais uma vez.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

As vezes a loucura parece bobagem.
As vezes o tempo parace miragem.
As vezes matar uma saudade, e' simplesmente preciso.


sábado, 2 de junho de 2012

...

Eu tenho um amor angustiante,
Daqueles que nao cansa nunca.
Que insiste, resiste, luta.
Sofre a infinidade do universo.

Eu tenho um amor melancolico,
Que clama por versos, cantos e poemas.
Mandaria flores nas manhas,
Mas somente as lagrimas do silencio.

Eu tenho um amor cansado,
Que correu uma infinidade do tempo.
Mas ofegante por quase nada,
Exausto nessa longa caminhada.

Eu tenho um amor que ja amou demais,
Daqueles que acho que ja nem aguenta mais.
As vezes penso profundamente,
Se ainda e' justo chama-lo assim, simplesmente de amor.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sinfonia, versos e compassos.

Eu fui no fundo alma.
Rasguei a última página.
Li o primeiro capitulo.
E, depois, fui entender o prefácio.
A frente do espelho restante,
Eu vi a mancha que sobrou.
Uma traça do inferno,
Lúcida, comendo o pó da vida.
A dor é sempre a chance.
Mudar um caminho, acertar um ponteiro.
Que seja assim então.
Importante é estar sempre pronto.
Invocado pela força a todo momento.
Pois os muros não se cansam.
O caminho sempre muda.
As flechas são atiradas no alvo.
E, não raro, acertam.
Siga-se a sinfonia...os versos...os compassos até o fim.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Prece do dia!

Equilibra minha pressa com minha pequena sabedoria
Abre meus olhos na medida certa da luz
Dá ritmo as batidas do meu coração
Deixe a verdade tomar conta das minhas palavras
Alimente meu corpo somente no que for preciso
Conserve minhas mãos fortes para o trabalho
Faça que eu possa perceber que tenho muito ao redor
Que sempre há pessoas que precisam mais do eu
E lembrai-me de ajudá-las
No meu egoísmo, deixe um pedaço de mim para a música
Dos bens, me guarde um bom violão de cordas novas
Que a importância das coisas importantes venham sempre antes de tudo.
Leve minha alma para o caminho que devo seguir.
E, se a felicidade bater em minha porta...
Deixe-me abraçá-la sempre que me for merecido.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Quando temos o nada. Temos o que somos.
Temos lembranças, sentimentos.
Quando temos o nada. Temos a lua.
Pressentimentos, esperanças.
A melodia de um silêncio.
Um beijo sem gosto.
A alma vazia, mas cheia de espaço.
Temos a escolha, a chance do começo.
Temos tudo que não podemos pegar.
Escolher as cores de um arco íris.
Passear na loucura mais intensa.
Rastejar na dor que achares justo.
Ou rir da piada sem graça.
Andar sem rumo. Voar.
Fechar os olhos ou deixar a luz entrar.
A felicidade talvez é ser nada.
É começar de novo, e de novo preencher.
E talvez o mais importante,
Quando se tem nada,
Não se tem medo.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Uma certa quantidade de gente à procura 
duma certa quantidade gente
à procura de uma certa qualidade de gente 
numa certa medida exata
na busca de uma certa quantidade de coisas 
que se pareçam muitas perfeições
onde se encontra em pouca quantidade
em um certo brilho nos olhos 
achando que existe o tempo certo 
um tipo de momento preciso
uma certa quantidade de coisas
que na verdade, de certo e perfeito, 
só existe mesmo, numa certa dimensão, 
num mundo incerto, que neste momento, desconheço.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012

Talvez vivenciar algumas futilidades da vida,
sirvam de lembranca para o caminho oposto, certo, intenso,
onde mora a tal felicidade, que reluz aos olhos dos homens.
Mas que se esconde algoz, atras das falcatruas dos desejos mais sordidos.
Que bom as vezes ser triste para lembrar bem dos momentos de um sorriso sincero.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Há um lugar na montanha que eu deveria estar.
Mesmo sem saber as cores ou o tamanho da grama.
Mas sei que eu queria receber aquele abraco do céu.
Perder a hora para esperar a lua.
Lembrar daquele tempo e imaginar o que vem pela frente.
E, inevitalmente, saudar o momento.
E deixar o pensamento livre e o coração aberto, como sempre.
A vida muda a gente e assim mudamos a vida.
E vice versa.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

E lá, de frente ao mar, eu fiz minha oração,
De posse do sorriso e da felicidade, saudei amigos,
Em pensamento, revivi pequenas lembranças
e as deixei nas ondas baixas batendo no pé
O coração guardou o vento e a esperança que lá rondava,
Uma nova jornada, nada mais que um novo dia, um novo segundo,
Mas pra um sonho, isso tudo é mundo, é vida.
Salve o lindo caminho incerto e a divindade de acordar numa página branca...límpida.