quarta-feira, 17 de abril de 2013
Café Amargo
Quero sentir o suor escorrendo
Correndo sem rumo, sem parrar
Quero sentir a melodia brilhar
Tocando o coração, lacrimejar
Uma simples conversa
Palavras trocadas, truncadas
Pensamentos voando
Em cenas de filme italiano
Era dizer que estava
E a vontade de ir assombrava
O corpo tremia
E o coração disparava
Há poucas horas de um futuro
Buscando aquele doce passado
Brotando cores entre as dores
De uma cidade morta e sombria
A alma, as vezes, engana
Esconde a trama, faz drama
Apenas para lhe provar
A hora certa de enxergar
E se o destino mandou ser
Nunca irá importar
Cavalgar milhões de milhas
Pelo gosto de um café amargo
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