sábado, 29 de junho de 2013

Tenho a chama pelo inusitado
Caminho mal traçado
Improvisado no momento

O meu enredo é curto
A minha sede é grande
Não há nó tão cego
Que aguenta o fogo

Despende a mesma força
Para abrir ou fechar uma porta
Na verdade, no meio do caminho, 
O que consome é o medo

E é no meio do caminho
Que um arco e flecha
Passa-se a chamar: 
Instante!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

instante em madrugada

Estou a par de tudo que sinto
Sou elo do chão e céu que imagino
Ando em paralelo com o meu sonho
Faminto pelas surpresas do caminho

Pisando em fogo nem percebo
Abro os olhos somente a frente
Interessa apenas o enredo
A mente a todo tempo quente


A vida é sempre um estalo
Uma simples trovoada
Deixo a chuva molhar
E o sol queimar até o último vento bater.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Amor de jovem guarda

Quando você
Andar por aí
E se distrair
E acabar lembrando

Daquela canção
Que fiz pra você
Num dia de chuva
Pra te ver sorrir

E vai se lembrar
Quem sabe
Do nosso amor
Que não acabou

E vai escrever
Uma carta amor
Dizendo que sempre quis voltar

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Um quase de amor

E tu foste uma grande paixão
Um quase de amor
Detalhes apenas de nome
E tu foste solidão e imensidão
Por tempo a busca
Desse romântico andarilho
Que atirou diversas flechas
E, por azar ou sorte,
Nenhuma a cortar-lhe a alma.
E tu foste minha loucura
Em ver caminhos em teus olhos escuros
Despertando a sede sempre
De encontrar a paz nos braços seus.
E tu foste minha alegria e riso
Na leveza do seu desatento rumo
Nos goles das noites bem vividas
E tu foste o fogo
Queimaduras tão doces em pouca luz
Perderia versos em lembrar
Assim, como perdi-me tanto
No teu corpo que nunca teve fim.
E foste vida, histórias, lembranças,
Incontável gratidão em ter sido seu,
Por um momento que seja
Graciosamente desenhado em minha alma
Está o teu rosto
No lugar onde estão as melhores partes do meu mundo.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Segundas-feiras

E foste uma segunda-feira como essa.
Não me lembro se chovia.
Ou do frio que fazia.
Apenas do atrevimento mais uma vez.
De, no fim, ser de novo eu mesmo.
"Um salto mortal... de iniciante".
Desaguando numa história imensa.
Filme da minha vida real.
O melhor de tudo é que fica uma saudade.
E, se foi bom demais, é porque valeu.
E, se doeu demais, é porque valeu.
Importante é lembrar-me em sorriso.
Leveza.
Guardar o que foi bom traz paz e esperança.
E, é isso que interessa. E que me move.
Tantas segundas-feiras virão.
Mas não como aquela. Não como esta.
Mas especiais como todas.