terça-feira, 30 de abril de 2013

Lembrar e Esquecer

Eu não sei o que fazer.
Com o vício de lembrar.
Quanto tenho que esquecer.

O desperdício em pensar.
Que o sol quando nascer.
E a história pode mudar.

Simplesmente esconder.
Irá ironizar o meu ser.
Então, o que fazer?

Acho que tenho que matar.
Esquartejar, jogar ao mar.
O quanto tenho que chorar.

Assim, permanecer e nascer.
Um brilho no olhar.
E acabar por nem lembrar de esquecer.

Caminho

Tenho andado tão só.
Andante, interessado apenas no caminho.
Redemoinho embaralhado.
Juntando pedaços e desfazendo laços.

Tenho andado cansado.
Ofegante, interessado apenas no presente.
Ouro reluzente.
Entendendo fatos e fantasmas da mente.

Tenho andado calado.
Concentrado, interessado apenas no silêncio.
Grito eloquente.
Cantarolando verdades e desejos intensos.

Tenho andado apressado.
Sonhando, interessado em tudo que sinto.
Brilho nos olhos.
Amando as flores e o cheiro das manhãs.
 

domingo, 28 de abril de 2013

Irriquieto

Uma pena foi ainda notar a mesquinharia que compõe alguns seres "humanos".
Continuando sempre sendo muito forte, do tipo "o grande",  para ter sempre alguém a chamar de fraco. Assim, tendo o seu orgasmo estelar, viceralmente eufórico no seu momento de pódio, tentando sucatear os degraus que enxergas abaixo dos seus, numa ilusão sem fim de não ter o que mostrar e apenas o que falar.
Pois falar alivia a alma do clássico idiota. Ignorante é pensar que tens uma faca na boca e imaginar que estás ferindo um oponente num campo de batalha, vendo a bandeira hitleriana balançar aos céus.
Quero dizer-lhe que cuspo em sua fala hilariante e me esbaldo na força que me surge quando escuto a melodia maldosa de um ser que não tem o que mostrar.
É bom saber que incomodo. A vida de quem vive incomoda. É assim que funciona.
Quero neste momento poetizar-te um lindo foda-se e um agradecimento especial a tua inquietude besta em me dar o que preciso: inspiração.


Solidão

E o que fazer na solidão.
Um remédio para o tédio.
O relógio para o óbvio.
Imensidão na contramão.

O cansaço que lampeja.
Não descansa o coração.
A intensa mágica, a ilusão.
De um novo dia de alegria.

Abrir os olhos num sermão.
O pensamento num alto som.
Alastrando pelas horas.
Na eternidade de estar só.




terça-feira, 23 de abril de 2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Um café em Dubai


Estaciono num condomínio de luxo
E nem percebo a nobreza
Apenas sinto o coração na boca
Por ver o esvoaçar dos teus cabelos

Um lugar que nem me lembro o nome
Mas que não esqueço do olhar
Nomes estranhos no cardápio
E um sabor doce em respirar

O mesmo conto no tempo novo
Gargalhadas sinceras de costume
Que espantam o frio e o relógio
Lembrar as lembranças de um futuro

Celebrar o sonho e as histórias
Um simples momento de paz
E de um café de canela em Dubai
Descobri que a riqueza é ter amor

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Café Amargo



Quero sentir o suor escorrendo
Correndo sem rumo, sem parrar
Quero sentir a melodia brilhar
Tocando o coração, lacrimejar

Uma simples conversa
Palavras trocadas, truncadas
Pensamentos voando
Em cenas de filme italiano

Era dizer que estava
E a vontade de ir assombrava
O corpo tremia
E o coração disparava

Há poucas horas de um futuro
Buscando aquele doce passado
Brotando cores entre as dores
De uma cidade morta e sombria

A alma, as vezes, engana
Esconde a trama, faz drama
Apenas para lhe provar
A hora certa de enxergar

E se o destino mandou ser
Nunca irá importar
Cavalgar milhões de milhas
Pelo gosto de um café amargo

domingo, 7 de abril de 2013

O Andarilho


Larga desses panos velhos desbotados
Sapato triste debochado
Que já cansou de caminhar

Larga esse terno velho amassado
Larga o sofrimento enterrado
Aquela história que passou

Larga essa saudade que te apovora
Tanta mágoa que devora 
A alegria de viver 

Larga essa vista embaraçada
Peito aberto na estrada
Temos muito o que viver

Quantas vezes um homem chora
Quantas vezes eu vou ter que ir embora
Só pra não ver vc sorrir

Quantas vezes a gente igonra
Quantas vezes essa demora
Desse tempo de não ver você partir

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Caminho único


Tenha calma mais uma vez
As luzes ainda te esperam
Ninguém irá sujar o tapete vermelho
Enquanto teus pés não estiverem prontos

Tenha cuidado mais uma vez
A vida ainda te espera
O que é seu está guardado
E sempre que quiser poderá buscar

Tenha paciência mais uma vez
A vagareza faz tudo ficar mais bonito
E temos muito tempo a contemplar
Aquilo tudo que faz nosso coração bater

Tenha fé mais uma vez
Acordar é sempre uma nova chance
Uma página em branco a ser escrita
Imagine, desenhe e pinte suas cores

Tenha força mais uma vez e sempre
Começar e recomeçar quantas vezes preciso
O seu suor seja o seu escudo para tudo
A vida só tem um caminho... o futuro.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Meus amores sempre longe


Canta em meu peito
Um som triste e calmo
Sobre saudade eterna
Inverno e esperança

Histórias de amor
Sonhos, encantos
Lembranças tantas
Andanças francas

Nesse caminho tão estreito
A coragem não se esconde
Meu peito está aberto
Mas meus amores estão longe

Esbarrando na dor


Hoje eu vi a dor
Um dejavu implacável
De como se fosse ontem
O dia em que se apresentou

Num pequeno tombo
Fui lembrado que ela ronda
Aguarda seu devaneio
Enlaça com espinhos

Não me deixei chorar
Mas era peso demais
Pra levar até cama
Deixei parte escoar

Um dia triste e pálido
Como derrota sangrenta
Mas a luta é por todo dia
Sangue, suor e rebeldia



Tenha fé e vá a pé se for preciso 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Baú


Desimporta a maneira e a vestimenta.
Desapegue do medo e de suas angústias.
A bagagem valorosa traga dentro do peito.
E o futuro se desenhará no brilho dos teus olhos.