Quando temos o nada. Temos o que somos.
Temos lembranças, sentimentos.
Quando temos o nada. Temos a lua.
Pressentimentos, esperanças.
A melodia de um silêncio.
Um beijo sem gosto.
A alma vazia, mas cheia de espaço.
Temos a escolha, a chance do começo.
Temos tudo que não podemos pegar.
Escolher as cores de um arco íris.
Passear na loucura mais intensa.
Rastejar na dor que achares justo.
Ou rir da piada sem graça.
Andar sem rumo. Voar.
Fechar os olhos ou deixar a luz entrar.
A felicidade talvez é ser nada.
É começar de novo, e de novo preencher.
E talvez o mais importante,
Quando se tem nada,
Não se tem medo.
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